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Escolas, shows e jogos de futebol só devem voltar em Minas a partir de junho, diz governador

Da redação | Publicado em 06 de abril de 2020 | 20h00

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O governador de Minas, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta segunda-feira acreditar que, devido à pandemia da covid-19, eventos com aglomerações só devem voltar a ser realizados no estado a partir de junho.

“Eu penso que antes de maio nenhuma escola funciona, cinema, casa de shows, jogos de futebol, que é onde temos centenas ou milhares de pessoas. Esse isolamento que está em vigor precisa continuar. Aqueles que não dependem de sair de casa, devem ficar”, afirmou. O governador ressaltou a importância do distanciamento físico entre as pessoas. “A população de risco e quem convive com ela precisa tomar todos os cuidados porque estaremos salvando vidas fazendo o certo”, disse.

O governador Romeu Zema disse ainda que deve flexibilizar medidas de confinamento para algumas cidades do interior. No entanto, as regras mais rígidas devem ser mantidas para Belo Horizonte, que tem muitos espaços de aglomerações. Zema disse também que a escala do pagamento dos servidores pode ser divulgada nesta semana, não descartou deixar de pagar fornecedores para quitar os salários e ressaltou que na última semana o número de casos da covid-19 subiu em proporção menor.

“O número de novos casos aumenta dia a dia, mas com uma tendência à estabilidade e, posteriormente, até a um decréscimo. Isso nos torna muito animados com relação a alguma medida de flexibilização para os próximos dias. Estamos acompanhando essa curva praticamente hora a hora”. E citou que algumas cidades do interior já flexibilizaram as medidas.

Sobre o pagamento, Zema ressaltou que é de total desencontro na entrada de caixa do estado. “Muitos que sempre pagaram seus impostos em dia estão deixando de pagar devido a toda essa situação. Mas tudo que entrar será destinado para a folha de pagamento. A prioridade é esta. Espero que esta semana o secretário Otto tenha uma previsão de como iremos proceder. Quero lembrar que os gastos de todas as secretarias foram reduzidos em mais da metade para que haja recursos para pagar a folha de pagamento. Se alguém vai ter de esperar um pouco não será o funcionalismo. Será algum fornecedor ou prestador de serviço do estado, porque sabemos que salário é o mais importante. As pessoas dependem dos salários para poder pagar a escola, fazer o armazém e qualquer coisa que mude nessa rotina tem um impacto muito grande”, disse.  

Quanto ao pagamento do reajuste concedido aos servidores da segurança pública, Zema destacou que não é possível garantir, tendo em vista a crise causada pela pandemia. “Existe esse acordo. Vale lembrar que antes do coronavírus muitos noivos e noivas estavam com casamento marcado, muitas cirurgias já estavam agendadas, mas tudo mudou devido a essa pandemia. Nós, dentro do possível, vamos manter o dia 5, mas não adianta eu passar um cheque sem fundo para o funcionário. Se você não tem o recurso, você não tem como pagar”. disse.

Por Rogério Gonçalves 
Fonte: Edilene Lopes